
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
A Presidência da República tem um novo sítio na Internet

A Presidência da República tem um
novo sítio na Internet - http://www.presidencia.cv. Trata-se de uma plataforma realizada em parceria com o
SAPO Cabo Verde com um design adaptado à realidade formal da Presidência da
República e adaptada para qualquer dispositivo móvel.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Discurso pronunciado por Sua Excelência o Presidente da República de Cabo Verde, Dr. Jorge Carlos de Almeida Fonseca, por ocasião do da Sessão Solene Extraordinária da Assembleia Nacional de Angola Luanda, 03 de Novembro de 2013
Discurso
pronunciado por Sua Excelência o Presidente da República de Cabo Verde, Dr.
Jorge Carlos de Almeida Fonseca, por ocasião do da Sessão Solene Extraordinária
da Assembleia Nacional de Angola
Luanda,
03 de Novembro de 2013
Senhor
Presidente da Assembleia Nacional, Excelência
Senhoras
e Senhores Deputados,
Senhoras
e Senhores Membros do Governo,
Excelências
e Eminências,
Este
é um momento particularmente importante para mim, enquanto pessoa, enquanto
cidadão, enquanto cabo-verdiano, enquanto Chefe de Estado. Passados pouco mais
de dois anos sobre a minha eleição como Presidente da República de Cabo Verde, esta
é a segunda vez que tenho a subida honra de me dirigir ao Parlamento de um país
amigo, a primeira em um país africano. Neste período, estive em mais de uma
dezena de países, em diferentes contextos e, em boa parte, tive contactos com líderes parlamentares,
responsáveis políticos, da situação e da oposição. Por circunstâncias diversas,
apenas foi possível dirigir-me ao centro do poder politico nos regimes
democráticos - que é a Casa Parlamentar - numa visita efectuada a Timor-Leste. Experiência
que tenho a subida honra e o elevado prazer de vivenciar, agora, neste
importante, pujante e dinâmico país que é a República de Angola.
No
meu país, que vem desenvolvendo um importante esforço para construir uma
democracia avançada e um estado de direito moderno, sou, anualmente, convidado
pelo Parlamento por ocasião da festa da Independência, para proferir uma
mensagem à Nação. É uma ocasião memorável, e que muito me emociona, pois ela
surge como única, que aproveito para me dirigir aos cabo-verdianos, residentes
e emigrantes, e aos amigos de Cabo Verde, a partir da Assembleia Nacional.
Senti-me
compelido a recordar esse momento, nem tanto pelo facto de se tratar de dois
parlamentos, mas porque a circunstância de me dirigir a um Parlamento fora de
Cabo Verde, e num país tão especial como Angola, também, me emociona e muito.
Excelências,
Minhas
Senhoras,
Meus
Senhores,
As
relações entre os nossos dois povos remontam ao período colonial, quando Angola
surgia como alternativa às grandes dificuldades da então colónia de Cabo Verde,
decorrentes, em larga medida, do descaso dos dirigentes do sistema que imperava
em Angola e Cabo Verde.
Importantes
contingentes de cabo-verdianos iniciaram uma estreita relação com angolanos que,
ao longo dos tempos, se foi consolidando, através do trabalho e de relações de
amizade, e que vieram a conhecer figurinos diferentes ao longo da história.
As
lutas de libertação nacional nos nossos países conferiram a essas relações uma
nova qualidade, pois tornava-se imprescindível a congregação de esforços para buscar
a resolução dos diferendos que nos opunham ao sistema colonial-fascista e para
afinar estratégias de denúncia e combate ao referido sistema.
Através
das relações estabelecidas no contexto da luta anti-colonial, acrescentou-se
uma dimensão política a um relacionamento que tinha como motivação inicial a
necessidade da sobrevivência.
Esta
nova realidade resultava da consciência do facto de que os nossos países tinham
na opressão colonial o obstáculo maior à sua afirmação como entidades autónomas,
portadoras de direitos, de cultura, de história, de dignidade. Os caminhos para
a assunção desses valores encontravam-se tolhidos por um sistema retrógrado que
tinha na conivência de terceiros, movidos por interesses económicos e
políticos, um dos seus esteios principais.
Contra
todas as evidências, estávamos reduzidos à condição de povos sem história, de
gente sem cultura, e que, por isso, necessitava de ser conduzida, de ser
civilizada. No fundo, não era, nada mais, nada menos do que um estratagema,
entre muitos, que tinha por objectivo apropriar-se das nossas riquezas, dos
nossos bens, dos nossos corpos e, sendo necessário, das nossas próprias almas.
Para
tal procuraram dividir-nos, lançar irmãos contra irmãos, povos contra povos, sublinhando
diferenças - que mais não eram do que variantes e nuances enriquecedoras da
nossa diversidade - como se de valores absolutos, opostos e inconciliáveis se
tratasse.
Mas
a História prosseguiu a sua marcha inexorável. A construção da solidariedade, a
edificação de Pátrias fortes, onde caibam todos os sonhos de todos, todos os
anseios de todos, toda a felicidade para todos, constituiu-se num imperativo
maior, absoluto mesmo, diria.
Caros
amigos,
Não
é sem uma ponta de nostalgia que me recordo de um punhado de nacionalistas
angolanos que, comigo e com vários outros cabo-verdianos e portugueses,
conviveu no autêntico centro intelectual e de luta nacionalista que foi a saudosa
República dos Mil-y-onários em Coimbra, nas décadas de 60 e 70.
Na
época, essa residência estudantil era uma referência da luta contra a opressão colonial
e contra o fascismo em Portugal. Era um ponto de passagem obrigatória dos que
não se conformavam com o status quo,
dos que ansiavam pela liberdade dos povos africanos, então colonizados, e pela
democracia em Portugal.
Não
é por acaso que essa residência organizou e participou da fuga de Portugal de
muitos nacionalistas mobilizados para o exército colonial. Também não terá sido
por acaso que a República dos Mil-Y-onários foi alvo de frequentes visitas da
terrível polícia política portuguesa, a PIDE/DGS. Nesse espaço assumia-se, por
inteiro, o legado de Amílcar Cabral, segundo o qual o conflito real não opunha
os povos africanos ao povo português, mas as vítimas do colonial-fascismo a
esse mesmo sistema, pelo que a
solidariedade entres esses povos era fundamental para o sucesso da luta.
Nos
nossos momentos de lazer deleitávamo-nos com poemas de intelectuais angolanos, cabo-verdianos
e de outras paragens e embalávamo-nos ao som de Muxima, Birim-Birim, Seis one
na Tarrafal, Fidjo Magoado ou Mindjer di Pano Preto.
A
nossa proximidade com a República Kimbo dos Sobas, fundamentalmente constituída
por angolanos não era meramente física - pois escassos metros nos separavam -,
mas, essencialmente política.
A
nossa articulação era permanente, pois os propósitos eram exactamente os
mesmos. Enquanto estudávamos, construíamos trincheiras, políticas culturais e
intelectuais e servíamos de rectaguarda às actividades que se desenvolviam nos
nossos territórios.
Não
podia deixar de recordar o saudoso Garcia Neto (estava com ele, minutos antes
de ser preso pela PIDE) com o seu largo e cativante sorriso, que adoçava a
firmeza das suas posições, e nem do meu amigo Roberto Leal Monteiro, Nini como
o chamávamos, que tem desempenhado funções de relevo neste belo e grandioso
país.
Todas
as informações relativas às lutas independentistas chegavam até nós e, por
nosso intermédio, ao conjunto de africanos que estudavam em Coimbra, pois
muitos já integravam as estruturas clandestinas dos movimentos que se batiam
pela independência nacional, pela liberdade e contra a opressão.
Muitos
de nós participámos, activamente, nos processos de construção e democratização
dos nossos Estados independentes e, nessa fase inicial, o apoio de Angola a
Cabo Verde foi fundamental, decisiva mesmo, diríamos.
Excelências,
Ainda
que os anos que nos separam dessa época sejam, em termos históricos, irrisórios,
não podemos deixar de sublinhar que, nesse período, os nossos países, procuraram
construir nações independentes e iniciar um novo processo que recheasse a
liberdade conquistada com novos conteúdos, consubstanciados no binómio
democracia e desenvolvimento.
Temos
consciência de que a sua conjugação não é algo automático, que se possa atingir
seguindo receitas prescritas em manuais, que podem ter algum valor, mas que são,
geralmente, concebidos a partir de realidades outras e que, por isso mesmo,
precisam, sem ferir os seus aspectos universalmente aceites, ser recriados e
adaptados às nossas realidades.
Excelências,
Minhas
senhoras e meus senhores,
Um
dos grandes desafios que se coloca hoje ao nível mundial, mas de forma
particularmente urgente em África, é a conciliação entre os princípios
democráticos universalmente aceites e as realidades históricas e culturais
diversas, evitando-se, assim, que a democracia, seja um modelo abstracto, sem
conteúdo e sem correspondência com a realidade concreta.
Um
futuro de progresso, de paz, concórdia e felicidade depende da forma como
gerirmos a relação entre o passado, o presente e o futuro. O que não vale é,
para usarmos expressão singela, deitar fora o bebé com a água do banho. As
experiências do exercício do poder tradicional e os princípios da democracia
universal não precisam se excluir. A simbiose, mais ou menos perfeita, entre
uma coisa e outra pode resultar num modelo de democracia que nos permita ser agentes
de mudança e senhores dos nossos destinos. Diria que, mais do que importar
modelos acriticamente, devemos apostar na adaptação criativa de sistemas
políticos de administração virados para a liberdade, a segurança, o
desenvolvimento e o efectivo bem-estar das nossas gentes.
Saudamos
os esforços, por vezes complexos, que tanto esta Casa Parlamentar como o
Parlamento cabo-verdiano vêm desenvolvendo no sentido de a consolidar as nossas
ainda jovens democracias, de modo a que venham a assumir, de facto, e no quadro
das nossas realidades, o papel que deles se espera.
Em
Cabo Verde, e em decorrência do jogo democrático, encontramo-nos, no momento,
confrontados com uma realidade nova, com a qual temos, diariamente, aprendido a
lidar: um Governo e um Presidente oriundos de maiorias apoiadas por forças
políticas diferentes.
Podemos afirmar, sem errar, que a experiência
tem sido positiva, factor de uma construtiva dinâmica democrática, sendo
aprovada por parcela muito expressiva da população que, aliás, antes das
eleições presidenciais, já se tinha pronunciado favorável a uma conjugação
dessa natureza.
Senhor
Presidente da Assembleia Nacional, Excelência
Senhoras
e Senhores Deputados,
O
crescimento da economia angolana é algo incontestável. Ainda que conheça naturais
limitações, resultantes da situação herdada de décadas de guerra e de uma
conjuntura mundial adversa, Angola cresce a um ritmo importante, gerando
recursos susceptíveis de tornar mais fácil a concretização do sonho de
desenvolvimento económico, social e ambiental.
A
economia angolana tem sido um dos motores da economia regional e continental e,
por isso mesmo, exerce grande atracção sobre investidores, empresas e mão-de-obra.
Cabo Verde, por seu lado, e apesar de muitos condicionalismos, designadamente
em sede recursos naturais, tem consciência do seu potencial e segue procurando,
no quadro dassas limitações, a internacionalização das suas empresas.
Já
se encontra em Angola um apreciável número de quadros cabo-verdianos e algumas empresas
cabo-verdianas, dando o seu contributo para o processo de desenvolvimento do
país que os recebe com uma amizade «natural». Outros quadros e novas empresas
se estão preparando para seguir igual percurso. Saudamos esta realidade e
desejamos que ela se intensifique nos dois sentidos.
Há
instrumentos importantes que podem catapultar as relações económicas,
empresariais e humanas entre os nossos dois países; devemos fazer uso deles
para criar as condições necessárias para facilitar a circulação das pessoas, o
reconhecimento de capacidades técnicas e a protecção do investimento.
Passos
políticos têm sido dados no sentido de os adoptar e creio que será do interesse
de todos nós que brevemente os mesmos passem a fazer parte do quadro jurídico
que enforma as nossas relações bilaterais.
Acreditamos
que tanto Cabo Verde como Angola terão muito a ganhar com o reforço das
relações a nível de quadros, empresas, universidades e agentes de cultura. Caberá
aos políticos e às instituições a criação das condições ideais para que essas relações
se fortaleçam, alarguem e frutifiquem, com benefícios mútuos. A distância
física que nos separa é uma fraqueza apenas aparente, uma vez que pode ser
transformada em força, em uma vantagem, já que podemos representar-nos e potenciar
a concretização dos nossos interesses nas regiões naturais em que estamos
inseridos: a África Austral e a Africa do Oeste.
A
nossa situação geográfica - na encruzilhada das rotas que ligam a América, a África
e a Europa -, a nossa inserção política e económica na sub-região Oeste
africana e a estabilidade política e social instalada podem ser aproveitadas em
benefício dos nossos mútuos interesses económicos e políticos.
Podemos
certamente ser, cada vez mais, parceiros seguros, úteis e muito fiáveis.
Minhas
Senhoras e meus senhores,
A
nossa economia tem sofrido de modo particularmente intenso com a crise
internacional, especialmente com as suas consequências na zona euro, pois, como
é consabido, as nossas relações económicas com os países dessa zona são muito
estreitas.
Assim,
à medida que essas consequências se faziam sentir, nomeadamente ao nível do
investimento externo, as fragilidades da nossa estrutura produtiva tornaram-se mais
evidentes, mais visíveis. Esforços estão sendo feitos no sentido de se fazer
face a esses constrangimentos, assumindo-se a a necessidade de diversificação das
nossas relações com outros países, nomeadamente os chamados emergentes, e especialmente
com Angola, como uma opção estratégica, autenticamente estratégica.
Acreditamos
que as nossas excelentes relações - históricas, políticas e culturais - poderão
servir de alicerce seguro para parcerias económicas sólidas e estáveis, em
áreas tais como os transportes,
as pescas, a construção civil, as energias renováveis, o turismo, o sector
financeiro e as novas tecnologias.
Amigas
e amigos,
Um
dos grandes problemas que enfrentamos no nosso continente são as guerras e a instabilidade
que, efectivamente, constrangem o crescimento económico e adiam o
desenvolvimento, que se quer harmonioso e sustentado.
Na
África Ocidental - região onde Cabo Verde se encontra inserido - persistem
problemas que não têm permitido que se viva num clima de estabilidade. Pelo
contrário, dois grandes problemas, estreitamente ligados à instabilidade política
regional, ameaçam a região como um todo. Refiro-me ao terrorismo e ao tráfico
de drogas, que, aliás, se apresentam relacionados na região.
Estes
fenómenos, aliados a fragilidades de alguns Estados da região e ao não
equacionamento de importantes problemas étnico-culturais, têm constituído
importantes obstáculos ao desenvolvimento.
A
Guiné Bissau, país a que nos unem profundos laços históricos e culturais, é um
dos Estados da região que tem conhecido um grande período de instabilidade.
A
conquista ou a manutenção do poder têm ocorrido através de meios violentos que
não têm permitido que o laborioso povo daquele país construa e desfrute de um
ambiente de tranquilidade que permita desenvolver, na paz, as suas actividades
e beneficiar do progresso económico e social.
Não
se tem conseguido evitar que o tráfico de drogas utilize a Guiné-Bissau como
plataforma giratória e nem coibir actividades que podem levar à criação de condições
que permitam que organizações terroristas se instalem na região.
Os
diferentes processos que têm em vista a normalização da situação no país têm
fracassado até agora. De qualquer modo, acreditamos que a estabilidade pode ser
conseguida e que os caminhos da democracia e da paz possam ser traçados e construídos.
Tanto
no seio da CEDEAO como da CPLP, continuaremos a desenvolver todos os esforços
para que soluções justas e duradoiras sejam encontradas. Acreditamos que, no
âmbito da CPLP, podemos trabalhar com Angola no sentido de encontrar um final
feliz para o sofrimento dos cidadãos desse país irmão.
Minha
Senhoras e meus senhores,
Um
outro Estado amigo e membro da CPLP passa, neste momento, por uma fase
conturbada e que tem provocado grande insegurança no seio da população.
Refiro-me
a Moçambique que, após conhecer um amplo período de paz e tranquilidade, iniciou
um expressivo processo de crescimento económico, tido como um exemplo de
sucesso.
Infelizmente, desentendimentos entre o Governo
moçambicano e a Renamo não puderam, até o presente, ser resolvidos através do
diálogo, levando a confrontos armados. Se estes não têm, em termos militares,
expressão apreciável, são, contudo, suficientes para criar um clima geral de
desconforto e de insegurança, que acaba por afectar a vida das pessoas e o
desenvolvimento das actividades normais do país.
Acreditamos,
também, que Angola poderá contribuir para a solução da situação e apelamos,
solenemente, à comunidade internacional que ajude Moçambique a rapidamente
reencontrar os caminhos da Paz e da estabilidade.
Prezadas
angolanas e caros angolanos,
Estamos
firmemente convencidos de que o término dos conflitos que persistem em
praticamente todas as regiões do nosso Continente constitui uma das grandes
prioridades da África.
Entendemos
que a União Africana e as diferentes organizações regionais devem tudo fazer
para que a paz e a estabilidade possam ser realidades irreversíveis, sabendo,
como se sabe, que constituem condição necessária para o desenvolvimento da
África e para a construção do bem-estar das africanas e dos africanos.
Neste
quadro, o peso político de Angola e de suas lideranças são trunfos importantes que,
bem utilizados, ajudariam a atingir esses objectivos que são fulcrais.
Temos
consciência de que a contribuição deste grande país ao nível da região dos
Grandes Lagos é de importância fundamental. Acreditamos que seria benéfico que
tal contribuição se estendesse a outras regiões.
Minhas
Senhoras,
Meus
senhores,
Queridos
Irmãos,
Reitero
solenemente, neste Parlamento, a minha total disponibilidade para, na qualidade
de Chefe de Estado e Representante da Nação Cabo-verdiana, tudo fazer para que
os laços que nos unem se fortifiquem cada vez mais e encontrem tradução real na
ampliação das nossas relações de cooperação nas esferas política, económica,
financeira e cultural, nos níveis bilateral e multilateral, em organizações
como os PALOP, a CPLP, a União Africa e a ONU. Acredito que Angola pode assumir
um papel de relevo na concertação e verbalização das posições dos PALOP, nessas
e noutras organizações de que sejam parte.
Estou
firmemente convencido de que as relações que a história, a sabedoria e as afinidades
dos nossos povos foram construindo ao longo do tempo, encontrarão, na nossa
sapiência, enquanto responsáveis dos nossos países, o catalisador capaz de
elevá-los aos mais altos níveis, de modo a serem a resposta aos nossos anseios e
à realização dos nossos sonhos.
Profundamente
emocionado, agradeço, do fundo do coração, as generosas palavras que me foram
dirigidas e ao Povo que tenho o privilégio e o mais profundo orgulho de
representar.
Acredito,
muito sinceramente, que podemos estar a inaugurar uma nova etapa nas nossas
relações que se têm pautado por uma boa cooperação, pela solidariedade e,
sobretudo, por uma grande amizade. Da minha parte, tudo farei para que as
nossas relações de parceria entrem em uma espiral de crescimento e solidez,
diria num «costume», em prol da amizade e da felicidade dos povos irmãos de
Angola e de Cabo Verde.
Muito
obrigado
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Discurso pronunciado por Sua Excelência o Presidente da República de Cabo Verde, Dr. Jorge Carlos de Almeida Fonseca, por ocasião do banquete oficial oferecido em sua Honra pelo Presidente da República de Angola, Sua Excelência Eng. José Eduardo dos Santos
Senhor
Presidente da República de Angola, Excelência
Senhora Dra. Ana Paula dos Santos, Excelência
Senhor Vice – Presidente, Excelência
Senhores Membros
do Governo de Angola, Excelências,
Senhor Ministro
das Relações Exteriores da República de Cabo Verde, Excelência,
Senhor Chefe da
Casa Civil, Excelência,
Altas
Autoridades Angolanas, Excelências,
Senhoras e
Senhores Deputados, Excelências,
Senhoras e
Senhores Membros da delegação de Cabo Verde, Excelências,
Senhoras e
Senhores Jornalistas,
Ilustres Convidados,
Minhas senhoras
e meus senhores,
Por feliz
coincidência, coube – me a honra e o privilégio de realizar esta minha primeira
visita oficial à República de Angola nas vésperas do dia em que o Povo Angolano
se prepara para festejar, com toda a legitimidade, mais um aniversário da sua
Independência Nacional, facto que me leva, de imediato, a apresentar as mais
vivas felicitações a esta grande Nação e ao seu valoroso Povo que, ano após
ano, vem registando progressos assinaláveis na construção de uma Pátria livre e
próspera, para todos os angolanos.
Ao agradecer o caloroso
acolhimento reservado a mim e à delegação que me acompanha, nesta bela e
emblemática Cidade de Luanda, as simpáticas palavras de boas vindas que nos
foram dirigidas, gostaria, também, de solicitar a V. Excelência que
transmitisse a todo o Povo Angolano o abraço amigo do Povo irmão das Ilhas de
Cabo Verde.
Mensagem de Sua Excelência o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, por ocasião do Dia de Defesa Nacional. Palácio da Presidência da República, 06 de Novembro de 2013
Caros concidadãos nas Ilhas e na
diáspora,
Celebramos hoje o dia
da Defesa Nacional, data instituída com o objectivo de homenagear os que se encontram,
em permanência, disponíveis para defender a Pátria, consentindo todos os
sacrifícios, incluindo o da própria vida.
Vivemos num mundo cada
vez mais complexo e diversificado que, a cada dia, obriga a que aspectos
importantes da operacionalização da Defesa Nacional sejam constantemente reconfigurados.
Hoje já não é possível concretizar, de forma adequada, o conceito de Defesa sem
o acompanhamento criterioso de importantes fenómenos que ocorrem no mundo de
forma acelerada, com especial relevância para a nossa sub-região.
As relações cada vez
mais estreitas entre o crime organizado, à escala internacional, e as desestabilizadoras
intervenções de cariz militar, protagonizadas pelo terrorismo internacional,
impõem uma aturada e competente conjugação de esforços aos níveis local,
regional e internacional, com implicações claras na conformação da Defesa
nacional.
Essas importantíssimas
e inevitáveis adequações, longe de conferirem às estruturas de Defesa Nacional uma
natureza diferente aos princípios que lhes estão na origem, pelo contrário, são
expressão da sua essência republicana que se concretiza na preservação da
integridade territorial, da soberania nacional e na defesa da ordem democrática
e das liberdades.
Nessa perspectiva, a
escolha do dia 06 de Novembro, dia em que as forças de defesa nacional prestaram
um inestimável serviço à Nação, contribuindo de forma decisiva para vencer a
grave epidemia da Dengue, que ameaçava a nossa população, traduz a assumpção
clara e de modo paradigmático de que a Defesa tem de estar, indissoluvelmente,
ligada às grandes causas nacionais, às necessidades, interesses e anseios das
pessoas.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Mensagem de Sua Excelência o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, por ocasião da celebração do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades 18 de outubro de 2013
Os
cabo-verdianos construíram a sua identidade ao longo de séculos de luta
permanente contra as adversidades da natureza, contra a incúria dos poderes
coloniais, remando sempre contra a maré e contra os ventos poderosos da desdita
e do esquecimento.
A
Cultura, a nossa segunda natureza, contém essa difícil relação com um meio,
muito difícil, por vezes hostil, mas, igualmente, com a nossa capacidade de
criar, de engendrar o Belo, na música, na poesia, na dança, na ficção, nas
artes cénicas, nas artes plásticas, num processo claro de humanização.
A
nossa língua, o nosso modo de ser, a nossa forma de amar, de criar, a nossa
Cultura, consubstanciam, são, pode dizer-se, nossa Pátria. Os seus alicerces
são o nosso chão, as nossas ilhas. Mas a Cultura as transcendeu, dando à Pátria
uma dimensão quase infinita, ultrapassando a limitação física, engendrando uma
mesma alma em seres que nunca pisaram o solo que a originou.
Assim,
continuamos a ser nós, a principal riqueza de Cabo Verde, nós, mulheres e
homens deste querido torrão - ainda que nem sempre tenhamos o nosso umbigo nele
enterrado -, com a nossa marca singular.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Palestra alusiva ao Dia Nacional da Cultura e das Comunidades
Palestra alusiva ao Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, no Palácio da Presidência, Sexta-feira, 18 de Outubro às 17h30.
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terça-feira, 1 de outubro de 2013
Mensagem de Sua Excelência o Presidente da República, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, por ocasião do Dia Internacional dos idosos 01 de Outubro de 2013
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| Dia Internacional dos idosos |
O Dia
Internacional do Idoso representa, certamente, a celebração da vida. Estar e
conviver com pessoas – sejam familiares, vizinhos ou conhecidos – que muito já viveram
e muito têm para presentear no circuito permanente de renovação que é a vida, é
um benefício da história e sintetiza, em si, um conjunto importante de avanços
alcançados pela humanidade; é, sem dúvida, uma espécie de símbolo do progresso humano.
O número de
pessoas idosas está, felizmente, a elevar-se no mundo todo; muito mais do que o
de qualquer outra faixa etária. Conforme
o Relatório do Fundo de População das Nações Unidas,
lançado há precisamente um ano, “no mundo todo, a
cada segundo 2 pessoas celebram seu sexagésimo aniversário – em um total anual
de quase 58 milhões de aniversários de 60 anos. Uma em cada 9 pessoas no mundo
tem 60 anos de idade ou mais, e estima-se um crescimento para 1 em cada 5 por
volta de 2050: o envelhecimento da população é um fenómeno que já não pode mais
ser ignorado”.
Todavia, apesar
de conhecida e reconhecida a importância que os idosos vêm assumindo nas
sociedades actuais, inclusive na nossa, - onde já contribuem com sensivelmente
8% da população total e têm assumido papel basilar no seio
familiar, tanto ao nível material como moral, exercendo influência central,
muitas vezes em substituição dos pais biológicos -, são inúmeros
os desafios que se põem a esta faixa etária, de forma particularmente acentuada
em tempos de dificuldade, como o tempo presente.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Discurso pronunciado por Sua Excelência o Presidente da República de Cabo Verde, Dr. Jorge Carlos Fonseca, na Conferência “A coragem da esperança – diálogo religioso e cultural” Roma, 29 de Outubro de 2013
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Eminências,
Excelências,
Minhas Senhoras e meus senhores,
Um dos elementos de que o homem lança mão para se emancipar das contingências da natureza é a sua capacidade de abstracção, de transcender a si próprio e à própria natureza, criando uma nova dimensão da vida, através da edificação da Cultura ou assumindo-se, enquanto religioso, como instrumento de uma Entidade Criadora que, em última análise, comandaria os destinos do mundo, os destinos dos homens o devir da natureza.
A Religião e a Cultura, que se influenciam mutuamente, serão, pois, talvez, a expressão mais acabada da desmaterialização do Homem, os pilares da sua própria humanidade. É através delas que a capacidade humana de simbolização atinge dimensões inimagináveis e caminha, ainda que nem sempre de forma linear, em direcção à universalização.
É facto que a Cultura também assume o particular que o Universal contém, conferindo-lhe a riqueza de originalidades que lhe permitem ser, a um tempo, geral e específica.
Porém, é igualmente verdade que, com alguma frequência, o exacerbar de determinadas especificidades, a sua absolutização, conduz à negação do Universal.
sábado, 28 de setembro de 2013
Discurso do Presidente da República no acto constitutivo da Academia caboverdiana de Letras
O acto constitutivo da Academia Cabo-verdiana de
Letras – ACL é prova irrefutável da saúde da nossa Nação. Em boa verdade,
quando uma Nação, com raízes tão profundas no tempo como a nossa, demonstra ter
ainda húmus para continuar a afinar a sua organização e sistematização é porque
está bem.
A Nação cabo-verdiana antecede o Estado
cabo-verdiano. Muito antes da constituição do ente que confere personalidade
jurídica à Nação cabo-verdiana, esta já se havia constituído e consolidado. E
se dúvida houvesse a esse respeito, o rol de Imortais da nascente Academia
Cabo-verdiana de Letras está aí para elucidar os mais cépticos. Todos eles
nasceram e assumiram a sua cabo-verdianidade muito antes do 5 de Julho de 1975,
e mesmo deram contribuição decisiva para a orientação dos movimentos sociais e
políticos que viriam a liderar a luta para a autodeterminação e independência
de Cabo Verde.
Todos eles, de ANDRÉ ALVARES D' ALMADA – (1555 –
1650) a JOÃO BAPTISTA RODRIGUES (falecido recentemente), passando por ANTÓNIA
GERTRUDES PUSICH, JOSÉ EVARISTO DE ALMEIDA, GUILHERME DANTAS, LUÍS LOFF DE
VASCONCELOS, JANUÁRIO LEITE, EUGÉNIO TAVARES, PEDRO MONTEIRO CARDOSO, JOÃO
LOPES, ANTÓNIO AURÉLIO GONÇALVES, JORGE
BARBOSA, MANUEL MONTEIRO DUARTE, JAIME
DE FIGUEIREDO, MANUEL LOPES, BALTASAR LOPES DA SILVA, MANUEL FERREIRA, ANTÓNIO
NUNES, HENRIQUE TEIXEIRA DE SOUSA, AMÍLCAR CABRAL, YOLANDA MORAZZO, OVÍDIO MARTINS, GABRIEL
MARIANO, LEOPOLDINA BARRETO, JOÃO VARELA, MÁRIO FONSECA, JOÃO HENRIQUE DE OLIVEIRA
BARROS e tantos outros valorosos descendentes desta pátria que, pelo seu
engenho e pela sua arte, se foram da lei da morte libertando, nasceram, medraram e deram a sua
contribuição para a construção desta Nação valente, ainda antes das lutas que
conduziriam ao nascimento do Estado cabo-verdiano.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Discurso proferido por Sua Excelência o Presidente da República, Dr. Jorge Carlos de Almeida Fonseca, Por ocasião do 35º Aniversário da UNTCCS Praia, 23 de Setembro de 2013
Exmo. Sr. Secretário-geral da
UNTC-CS
Exmos. Senhores Representantes Central Única dos
Trabalhadores do Brasil e da União Geral dos Trabalhadores de Portugal,
Exmos. Srs. Líderes Sindicais
Nacionais
Prezadas Trabalhadoras
Caros Trabalhadores
Meus Amigos
As comemorações do trigésimo quinto
aniversário da UNTC-CS ocorrem num contexto particularmente complexo para a
economia do país, com inevitáveis reflexos na vida dos trabalhadores e na
dinâmica do movimento sindical.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Discurso de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Dr. Jorge Carlos Fonseca, por ocasião do Encerramento da 19ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo Praia, 14 de Setembro de 2013.
Exmo.
Sr. Presidente da Câmara Municipal de São Vicente
Meu
Caro João Branco
Prezados
Actores e integrantes das companhias visitantes e de Cabo Verde
Amigas
e Amigos
Uma das características marcantes da
Arte é a sua dimensão a um tempo momentânea e permanente.
Uma pintura, uma partitura, um filme,
uma peça de teatro, um poema são “sentidos” num momento dado, ou se se
preferir, numa sucessão de momentos dados.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Discurso pronunciado por sua Excelência o Presidente da República Dr. Jorge Carlos Fonseca, aquando da 2ª Visita Oficial ao Concelho de Porto Novo, na Sessão Solene da Assembleia Municipal no quadro das Comemorações do Dia do Município 02 de Setembro de 2013
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Excelentíssima Senhora Presidente da Câmara Municipal de Porto
Novo,
Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Municipal,
Excelentíssimos Senhores Deputados da Nação,
Excelentíssimo senhor Chefe da Casa Civil da Presidência
da República,
Excelentíssimo Senhores Presidentes das Câmaras
Municipais do Paúl e Ribeira Grande,
Excelentíssimos Senhores Representantes das Bancadas
Municipais do PAICV e do MPD,
Excelentíssimos Senhores Eleitos Municipais,
Excelentíssimos senhores Colaboradores da Presidência da
República,
Excelentíssimos profissionais da comunicação social,
Minhas senhoras e meus Senhores,
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas de Cabo Verde, Dr. Jorge Carlos Fonseca, inicia esta Segunda-feira, 02 de Setembro, uma visita Oficial de quatro dias à ilha de Santo Antão.
A Sessão Solene da Assembleia Municipal do Porto Novo,
que comemora o Dia do Município é o primeiro ponto alto da visita. O Chefe de
Estado vai percorrer os restantes municípios da ilha das Montanhas para encontros
com os operadores económicos, visita ao ex-Quartel das Forças Armadas, aos
bairros de Chã de Itália, Covada e Chã de Viúva, inauguração do Fitness Park (Porto
Novo), participação na Gala ‘Nôs Reiz’ promovida pela Câmara Municipal na
Aldeia Cultural, Encontro com os órgãos directivos da Congrogue, visita à Bacia Hidrográfica de Alto Mira e
várias outras localidades.
Na Ribeira Grande tem encontro marcado com jovens e
forças vivas do concelho. Além disso entrega kits escolares a crianças
carenciadas de Lagoa e inaugura a requalificação urbana de Chã de Igreja.
Do programa Oficial ainda consta uma visita às
obras da barragem de Canto de Cagarra.
Programa de visita:
Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013
10h30 Sessão
Solene da Assembleia Municipal do Porto Novo
· Intervenções dos Líderes das Bancadas, do Sr.
Presidente da Assembleia Municipal e da Sra. Presidente da Camara Municipal
· Intervenção de S. Ex.ª o Presidente da República de
Cabo Verde
15h15 Breve
encontro com os operadores económicos de Porto Novo
15h30 Visita ao ex-Quartel das Forças
Armadas;
16h00 Visita aos bairros da Cidade (Chã de
Itália, Covada, Chã de Viúva) e
contactos com as populações locais;
18h00 Inauguração do Fitness Park na Cidade
do Porto Novo;
20h00 Participação na Gala promovida pela
Câmara Municipal na Aldeia Cultural “Nôs
Reíz” (sessão de homenagens)
Terça-feira, 3 de Setembro de 2013
09h30 Visita à Ribeira Fria e contactos com
a população local;
11h00 Visita à Casa de Meio (contactos com
a população);
12h00 Visita ao projecto “Atelier Mar” (contactos
com a população)
15h00 Visita à Bacia Hidrográfica de Alto
Mira (contactos com a população)
16h30 Lagoa
de Ribeira das Patas (contactos com a população)
17h30 Encontro com a juventude em Ribeira
das Patas e entrega de troféus.
Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013
09h30 Visita de cortesia ao Presidente da
Câmara Municipal;
10h00 Visita à Cidade das Pombas e arredores;
11h30 Visita à localidade de Pontinha de Janela;
12h30 Visita à localidade de Cabo da Ribeira.
15h30 Encontro com as forças vivas do Concelho.
10h00 Visita à Cidade das Pombas e arredores;
11h30 Visita à localidade de Pontinha de Janela;
12h30 Visita à localidade de Cabo da Ribeira.
15h30 Encontro com as forças vivas do Concelho.
Quinta-Feira, 5 de
Setembro 2013
10h30 Encontro com a População de Figueiras
em Meio de Espanha
11h30 Visita a Figueiras
de Baixo com passagem pelo porto de pesca
de Furna de Sal
17h30 Encontro com a
População de Lagoa e entrega de equipamento e Kits escolares aos alunos
carenciados
19h45 Encontro com os
órgãos directivos da Congrogue
Sexta-Feira, 6 de
Setembro 2013
09h00 Visita de cortesia
ao Presidente da Câmara
10h00 Visita a Lombo Branco
11h00 Visita a Sinagoga e Chã das Furnas
12h00 Visita a Cidade de Ponta do Sol com
passagem pela Meia Laranja
15h00 Partida para o
vale da Garça com passagem pelas obras da barragem do Canto de Cagarra
16h30 Encontro com a população de Cruzinha
18h00 Inauguração da requalificação Urbana
de Chã de Igreja
Sábado, 7 de Setembro de 2013
10h30 Regresso
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Comunicado sobre a Promulgação do diploma que desenvolve o Regime Geral da Protecção Social
A Presidência da República vem comunicar aos cidadãos, através dos órgãos de comunicação social, que o Presidente da República promulgou o acto legislativo que desenvolve o Regime Geral da Protecção Social.
Contudo, o Presidente da República considera imprescindível o seguinte esclarecimento:
I. O Regime Geral da Protecção Social aprovado pela Assembleia Nacional vem eliminar o direito a um aumento de 50% (cinquenta por cento) da pensão do pensionista por invalidez, a partir da data em que complete 60 (sessenta) anos e da pensão social de sobrevivência, quando os seus beneficiários sejam crianças, oriundas de famílias pobres, portadoras de deficiência ou doença crónica incapacitante e que dependam de terceiros para satisfazer as suas necessidades básicas.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Discurso de Sua Excelência o Presidente da República de Cabo Verde, Dr. Jorge Carlos Fonseca por ocasião da Cerimónia Funebre de Adriano Gonçalves, ”Bana” - Lisboa, 15 de Julho de 2013
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O
desaparecimento físico de Adriano Gonçalves representa, sem dúvida, uma perda
importante para a família e para os
amigos. A esposa, os filhos e demais familiares bem como as outras pessoas que
com ele conviviam, não mais poderão contar com as suas palavras, os seus
gestos, o seu afecto.
Da
relação de que se alimenta no dia-a-dia
das pessoas, especialmente das que têm uma proximidade maior, Bana já não
poderá participar. Os que lhe são próximos não poderão mais contar com a sua
presença física, com a sua convivência.
A saudade, este estranho e poderoso sentimento, que foi tão bem cantado por Bana, ao mesmo tempo que suaviza a dor,
alimentará o sofrimento que a morte sempre carrega.
Sim.
Para os próximos, a perda é irreversível.
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